domingo, 17 de maio de 2015

DEVOCIONAL: O FRUTO DA COMPAIXÃO

Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. (1 João 3:16)
Nas costas da Inglaterra, existe um lugar muito perigoso, cheio de rochedos que têm posto a pique muitas embarcações. Certa vez, um navio apanhado por  um medonho temporal, naquele lugar perigoso, foi jogado de encontro aos recifes, perdendo-se completamente com toda a carga. A tripulação agarrou-se às pedras e de lá começou a pedir socorro.
Na manhã seguinte passava por ali um navio de pesca. Os pescadores viram os vultos dos náufragos, entre as rochas, fazendo sinais. Entraram então nos botes, remaram e foram em busca dos pobres náufragos. Lutaram contra as ondas, fizeram os maiores sacrifícios, mas conseguiram salvar todos eles. Todos, não; um deles ficou.
Recolhidos os náufragos, voltaram à cidade e deram notícia do que havia acontecido. "Todos se salvaram?" era a pergunta geral. O mestre de bordo respondia: "Salvamos todos, menos um. Não foi possível demorar mais tempo. Se ficássemos lá mais cinco minutos, morreríamos nós e ele. O mar estava furioso e os nossos homens muito cansados."
Achava-se no porto um rapaz, filho de uma viuva, conhecido pelo nome de João Marinheiro. Sabendo o que acontecera, sentiu imensa compaixão pelo náufrago que não pudera ser salvo, e disse então aos companheiros que o rodeavam: "Quem quer ir comigo salvar o que falta?" Logo se apresentaram diversos rapazes, tão abnegados quanto João Marinheiro. Formou-se a equipe, pronta para sair ao mar alto.
Quando a velha mãe de João Marinheiro soube da resolução do filho, correu ao porto e abraçando o jovem, suplicou-lhe: "Meu filho, não me deixe na miséria. Seu pai morreu no mar quando você era pequeno. O seu irmão Guilherme há cinco anos desapareceu, embarcou em um navio estrangeiro e nunca mais voltou. Certamente já morreu por lá. Agora, meu Joãozinho. você quer deixar-me sozinha e abandonada?"
A pobre velhinha começou a chorar, agarrada ao pescoço do filho. Ò rapaz ficou com pena dela, mas a morte do náufrago preocupava-o ainda mais. Desvencilhou-se carinhosamente dos braços da boa velhinha, beijou-lhe as faces enrugadas, entregou-a aos cuidados de um velho amigo e fez-se ao mar.
Com muita dificuldade ele e seus companheiros, conseguiram andar pelos rochedos e, num pequeno bote, entraram pelo meio dos recifes e foram procurando o náufrago. Gritaram, fizeram barulho para ver se o homem dava sinal de vida, mas ... nada. Finalmente o encontraram no alto de uma penha, desfalecido de fome, de sede e de frio. Sem perder tempo, o tomaram nos braços, entraram no bote e o levaram para o barco, onde lhe deram café quente. Fizeram-lhe depois algumas massagens e quando ele já estava reanimado, ofereceram-lhe alimento.
Rumo à cidade, dois depois chegavam ao anoitecer, sendo esperados por um grande número de pessoas. E o velho amigo, a quem João confiara a mãe, foi o primeiro a gritar do cais: "Olá, João, como foi? Salvou mesmo o homem?" E João Marinheiro, da proa do navio respondeu: "Sim, salvamos o homem! E, olhe, corra a casa e diga a mamãe que o náufrago que trouxemos é o meu irmão Guilherme."
O jovem desta história, não foi salvar o náufrago por ser seu irmão, aliás ele não sabia quem era. O espírito de Cristo sobrepujou ao deste jovem, porque Ele veio para servir e morrer, não só por Seu povo, mas por toda a raça humana, inimiga Sua e indigna do Seu amor.
Aplicação: O que eu e você estamos esperando para resgatar aquelas pessoas que perderam-se nos rochedos da tristeza, das drogas, da depressão, da frieza espiritual?
É hora de agir, é hora de orar pelos perdidos e de levar Jesus, a começar pela sua própria família e pelos seus amigos.
         Autor: Pr Ricardo Rui


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Mariana Valadão - Hosana

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